Já faz um certo tempo que eu cheguei à conclusão de que não devo mais ficar desse jeito - triste e me lamentando. Não digo como se eu pudesse escolher entre ficar feliz ou triste. Nada disso. Eu me sinto só, deixada de lado. Sinto que não sou mais tão necessária para alguém. Mas para que vestir toda essa tristeza, solidão e melancolia que me cercam? Já é dor demais para ter que intensificar assim. Então eu sorrio. Sorrio com a esperança de um dia o sorriso anteriormente forjado, acabe se tornando sincero quando eu menos esperar. Não sei como, não sei onde, não sei quando.. Mas a fé foi tudo o que me restou. Nem tudo é o que parece. Por trás desse sorriso, existe uma alma que chora. Que grita, implorando por salvação. E eu vou me manter dessa forma até onde eu conseguir suportar. Até chegar meu limite e a tristeza transbordar como cachoeiras pelos meus olhos. Não que eu não chore hoje, mas.. Quer saber? Hoje nasce uma nova mulher.
lendo meu diário.
“Você sabe de qual tipo de música eu gosto, qual minha comida favorita, o nome da minha (ou nossa) futura filha, do que eu gosto e do que eu não gosto, os lugares que eu frequento, dos meus medos, dos meus segredos, o significado dos meus sorrisos, quando eu estou feliz, quando eu estou triste, quando eu preciso de um abraço, quando eu quero ir embora, quando eu quero voltar. Sabe que eu gosto de animais estranhos, de comidas exóticas, de blusas grandonas, de all star, de músicas calmas e de filmes clichês. Você sabe de tudo, exceto desse sentimento que por você sinto.